Temporada de Fórmula 1 de 2004

 
 
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A Temporada de Fórmula 1 de 2004 foi a 55° realizada pela FIA. Teve como campeão o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, sendo vice-campeão o brasileiro Rubens Barrichello, também da Ferrari.
 
Com o modelo Ferrari F2004, a Scuderia conquistou 15 vitórias no ano (13 com Michael Schumacher, 2 com Rubens Barrichello), sendo que 8 dessas vitórias foram dobradinhas, sendo 7 com Schumacher na frente. A surpresa foi a equipe BAR, que mostrou grande evolução se comparada às temporadas anteriores com o equilibrado motor Honda no modelo BAR 006, dando a Jenson Button o terceiro lugar no mundial de pilotos, seguido da equipe Renault, que obteve uma vitória com Jarno Trulli, em Mônaco.
 
As decepções foram o desempenho da Williams, que teve inúmeros problemas com a reformulação aerodinâmica radical do FW26, conseguindo apenas uma vitória com Juan Pablo Montoya no GP do Brasil e a McLaren, que obteve vários abandonos com a baixa eficiência dos motores Mercedes que equipavam o McLaren MP4-19 obtendo uma única vitória com Kimi Räikkönen no GP da Bélgica. Outra surpresa foi Zsolt Baumgartner, que ao chegar em 8º lugar no GP dos Estados Unidos, tornou-se o primeiro piloto húngaro a pontuar na categoria. Schumacher dominou completamente os 5 primeiros GPS (Austrália, Malásia, Bahrein, San Marino e Espanha), não dando chances aos adversários, perdendo sua série invicta apenas em Mônaco, quando uma batida com Montoya dentro do túnel fez os dois abandonarem. A vitória ficou com Jarno Trulli, que no final resistiu á pressão de Jenson Button, vencendo pela primeira e única vez na F1. Depois disso, o alemão venceu todas as 7 corridas seguintes, com destaque para o GP da França, em Magny Cours, onde fez incríveis 4 pit stops, mas mesmo assim conseguiu superar Fernando Alonso, que havia largado na pole.
 
Nesse meio tempo, cabe destacar o GP dos EUA, em Indianápolis, onde Ralf Schumacher sofreu um grave acidente, ficando fora das seis corridas seguintes. Nesse GP, Takuma Sato foi ao pódio, num feito histórico para o Japão na Fórmula 1. Em Silverstone, no GP da Inglaterra, a McLaren renasceu com a pole de Kimi Raikkonen, mas ele foi superado por Schumacher, chegando em segundo. Porém, na Bélgica, corrida em que Schummy conquistou o hepta, Kimi venceu, jogando "água no chope" do alemão. Nas corridas seguintes, na Itália e na China, Rubens Barrichello venceu, para confirmar seu vice campeonato, com Schumacher voltando a vencer em Suzuka, no Japão. Por fim, no GP do Brasil, quando era a grande a expectativa pela vitória de Rubens Barrichello, Juan Pablo Montoya frustrou os brasileiros e salvou a honra de uma temporada decepcionante em sua despedida da Williams. Ao brasileiro, restou o consolo de chegar em terceiro, seu melhor resultado na pista paulistana.
 
Além de Rubinho, outros 4 brasileiros disputaram a temporada: Felipe Massa pilotou a equipe Sauber, conseguindo 12 pontos, 10 a menos que seu companheiro de equipe, o italiano Giancarlo Fisichella. Seu melhor resultado foi um quarto lugar na Bélgica. Antônio Pizzonia disputou 4 GPs, substituindo o lesionado Ralf Schumacher na equipe Williams. Conquistou 6 pontos, oriundos de 3 sétimos lugares, nos GPs da Alemanha, Hungria e Itália. Cristiano da Matta iniciou mais um ano na equipe Toyota. Porém, um desentendimento com a equipe devido aos diversos problemas que faziam o carro ter um péssimo rendimento, culminou na demissão do brasileiro, que marcou 3 pontos, graças a um sexto lugar em Mônaco. No seu lugar, no GP da Hungria, entrou justamente outro brasileiro, Ricardo Zonta, que não pontuou, mas esteve perto de conseguir um quarto lugar, que seria o melhor resultado do time até o momento, no GP da Bélgica. Porém, o motor quebrou no final.

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