Temporada de Fórmula 1 de 2001
 
A Temporada de Fórmula 1 de 2001 foi a 52° realizada pela FIA. Teve como campeão o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, sendo vice-campeão o escocês David Coulthard, da McLaren. O alemão se sagrou tetracampeão da categoria, se igualando a Alain Prost e ficando a apenas um título de alcançar o penta de Fangio, que na época era o recordista. Esse título foi conquistando com relativa facilidade, principalmente pelo fato de Mika Hakkinen, seu rival nos últimos anos, estar desmotivado naquela temporada, enfrentando problemas pessoais. David Coulthard acabou não sendo um rival á altura, apesar do bom início de temporada. O alemão começou com uma vitória no GP da Austrália, em Melbourne, que acabou marcado pela morte de um comissário após um acidente envolvendo Ralf, o irmão de Schumacher, e Jaqcues Villeneuve. A segunda etapa foi o GP da Malásia, que acabou se tornando uma corrida maluca após uma chuva torrencial começar logo na largada. Schumacher e Rubinho, que vinham liderando a prova, derraparam numa curva e quase abandonaram, caindo para trás e dando show, fazendo a dobradinha com Shumacher em primeiro, e mostrando que o alemão era realmente o grande piloto de seu tempo. O GP do Brasil, terceira etapa, foi uma corrida também bastante confusa, onde Rubens acabou abandonando após um choque com Ralf Schumacher, novamente frustrando a torcida. A corrida foi marcada por outros incidentes, como quando o holandês Jos Verstappen tirou o jovem Juan Plablo Montoya da corrida quando este liderava. Coulthard acabou vencendo a prova, com o alemão em segundo. Em Ímola, o alemão acabou tendo problemas na sua Ferrari e abandonou a prova, mas pelo menos pôde comemorar com seu irmão Ralf, que venceu pela primeira vez, acabando com um jejum de 4 anos sem vitórias da Willams. Coulthard chegou em segundo e empatou com o alemão em pontos, dando a impressão que brigaria pelo título, mas parou por aí. A corrida seguinte foi o sempre monótono GP da Espanha, onde Mika Hakkinen tomou a ponta e caminhava para uma tranquila vitória, até o motor de sua McLaren estourar no final. A vitória caiu no colo de Schumacher, que abriu distância no campeonato. Na Áustria, Coulthard voltou a vencer, mas o centro das atenções acabou na polêmica em torno da Ferrari, quando Rubens Barrichello abriu caminho para Shumacher chegar em segundo, somando mais pontos, no que acabaria se mostrando desnecessário futuramente. Em Mônaco, Schumacher voltou a contar com a sorte, quando o pole David Coulthard deixou o carro morrer e teve de largar em último, deixando o caminho livre para o alemão, com Rubinho chegando em segundo. No Canadá, a vitória ficou com Ralf Schumacher, que fez muita festa ao lado de seu irmão, que chegou em segundo. Foi a primeira dobradinha de irmãos da história da Fórmula 1, com Mika Hakkinen chegando em terceiro e conquistando seu primeiro pódio naquele ano. Com o abandono de Coulthard, Schumacher disparava na liderança. O alemão voltou a vencer diante de sua torcida, no GP da Europa, emendando com uma vitória na França. No GP da Inglaterra, Mika Hakkinen finalmente espantou a má fase e venceu, com o alemão em segundo e abrindo mais vantagem na liderança. Schumacher estava diante da possibilidade de conquistar o tetra em casa, no último GP da Alemanha do antigo traçado de Hockenheingring, mas na largada deixou seu carro morrer e foi atingido por trás pela Prost de Luciano Burti. A largada foi abortada e Schumacher correu com o carro reserva, mas este deu problema e o alemão abandonou. Para a torcida local, restou o consolo de ver Ralf Schumacher vencer em casa, e como David Coulthard também abandonou, a situação ficou inalterada. O tetra se confirmou no GP da Hungria, uma corrida sem grandes emoções, onde Schumacher venceu e igualou as 51 vitórias de Prost. O recorde foi batido na etapa seguinte, em SPA, que ficou marcada pelo forte acidente sofrido pelo brasileiro Luciano Burti, que escapou na Eau Rouge e bateu forte no muro. O GP da Itália, em Monza, foi disputado sob um clima tenso, pois foi na semana dos atentados nos EUA e também naquele fim de semana, o ex piloto de F1 Alessandro Zanardi sofreu um acidente que lhe tirou as duas pernas. A festa estava armada para a Ferrari, que corria em casa, mas a vitória acabou com o colombiano Juan Pablo Montoya, companheiro de Ralf na Williams. A penúltima etapa foi o GP dos EUA, em Indianápolis, onde Mika Hakkinen venceu pela última vez na fórmula 1, na despedida do mexicano Jo Ramirez, coordenador da equipe, que foi campeão com Lauda, Prost, Senna e Hakkinen. O encerramento da temporada foi no GP do Japão, uma corrida sem grandes emoções que terminou com vitória de Schumacher, o grande campeão do ano. A temporada também marcou a despedida do veterano piloto francês Jean Alesi, que estava na Fórmula 1 desde 1989, da equipe Prost, que abriu falência, e da Benetton, equipe onde Schumacher conquistou seus 2 primeiros títulos, que foi comprada pela Renault. 5 pilotos brasileiros disputaram essa temporada: Rubens Barrichello, em seu segundo ano de Ferrari, apesar de não vencer nenhuma corrida, foi ao pódio dez vezes e ficou em terceiro no campeonato. Esteve perto de vencer em Monza, mas uma trapalhada da equipe nos boxes o fez perder tempo, e nos EUA, onde o motor quebrou. Luciano Burti disputou as 4 primeiras etapas pela Jaguar, depois foi para a Prost e o acidente em SPA acabou tirando-o do restante da temporada. Com a quebra da equipe, acabou ficando sem vaga no grid e se tornou piloto de testes da Ferrari. Enrique Bernoldi estreou pilotando a Arrows, mas pouco pôde fazer com um carro ruim e acabou não pontuando. O mesmo aconteceu com Tarso Marques na Minardi, que acabou sendo trocado nas corridas finais pelo malaio Alex Yoong. Por fim, Ricardo Zonta disputou duas provas pela Jordan, substituindo Harald Frentzen no Canadá e na Alemanha.

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